Resumo: A democracia participativa foi uma construção histórica, feita por atores concretos de esquerda que, buscando responder a problemas concretos, fizeram escolhas e produziram experiências e discursos que resultaram na ampliação dos sentidos da democracia no Brasil. Esta tese busca cotejar passado e presente, tendo como ponto de partida os sentidos e as opções históricas que os atores tinham diante de si no contexto dos anos 1970. Ao utilizar textos produzidos em cada período, tanto de acadêmicos quanto de militantes, o trabalho recupera as distintas visões e o imaginário social construído sobre o tema no interior da esquerda e busca compreender porque determinados modelos institucionais de democracia participativa e não outros saíram "vencedores". Aqui, o patamar normativo é inserido como elemento da avaliação e não algo que deva ser superado em nome de uma avaliação objetiva das experiências de democracia participativa.